No próximo dia 22 de agosto, às 19h, a Quadra da Escola Estadual Marechal Rondon, em Araguaína, será palco de uma celebração à literatura e ao poder transformador da educação. A data marca o lançamento do livro Cordelizando na Escola, obra organizada pela professora e escritora Maria da Ajuda Gomes Laranjeiras, que reúne produções autorais de seus alunos inspiradas no universo da literatura de cordel.

O projeto nasceu de uma convicção clara: o livro é mais que um objeto cultural — é ferramenta de emancipação. Nas páginas de Cordelizando na Escola, jovens autores revelam sentimentos, memórias e sonhos em versos rimados, resultado de um trabalho pedagógico que alia tradição popular e método estruturado de ensino.
Professora aposentada da rede pública estadual, com formação sólida em Letras e Pedagogia, Maria da Ajuda é também especialista em leitura e produção escrita. Ao longo da carreira, atuou como professora de Língua Portuguesa e Espanhola, formadora de docentes e incentivadora incansável da leitura. Com ações culturais aprovadas pela Lei Aldir Blanc, ela promoveu oficinas de cordel que culminaram na publicação do livro — um registro vivo do talento juvenil e da força da cultura nordestina.

Além de sua atuação em sala de aula e no campo literário, Maria da Ajuda é acadêmica titular da Acalanto — Academia de Letras de Araguaína —, onde ocupa a Cadeira nº 34, que tem como patrono Rui Barbosa. Atualmente, coordena a Comissão de Ações Escolares da Acalanto, reforçando, com sua presença, o compromisso da instituição com a preservação e a difusão da literatura local e nacional.
Mais do que ensinar técnicas de rima e métrica, a educadora conduziu seus alunos por um processo de descoberta: cada estrofe escrita era também um degrau rumo à autoconfiança e ao pensamento crítico. Em sala, o cordel foi ponte entre gerações, conectando a oralidade popular à norma culta e ao repertório literário estudado.
O lançamento de Cordelizando na Escola será, portanto, mais que um evento literário. É um tributo à crença de que a educação transforma, de que o livro é companheiro de jornada e de que professores, como Maria da Ajuda, são faróis que iluminam caminhos por meio da palavra escrita.




