
A Acalanto – Academia de Letras de Araguaína – constitui-se como uma entidade literária voltada à valorização da cultura escrita e ao fortalecimento das manifestações intelectuais em sua região de atuação. Reunindo escritores comprometidos com a palavra e o pensamento, a Academia tem como missão promover, defender e difundir a literatura, estimulando a produção autoral e contribuindo para o aprimoramento estético, técnico e crítico de seus membros.
Mais do que um espaço de representação simbólica, a Acalanto afirma-se como um núcleo de incentivo à criação literária e à preservação da memória cultural local, atuando ativamente na formação de um cenário literário plural, consistente e enraizado no Tocantins.
Fundada em 2002, com a criação de 40 cadeiras, a Acalanto nasceu do desejo de institucionalizar o fazer literário e reconhecer o valor de autores e autoras da cidade de Araguaína e região. Desde então, tem se consolidado como um espaço de diálogo, pertencimento e resistência cultural, mantendo vivas as vozes da literatura tocantinense em suas múltiplas expressões.
A trajetória da Acalanto é marcada pelo compromisso com a ética literária, pela busca da excelência criativa e pelo reconhecimento de seus membros fundadores, muitos dos quais seguem influenciando a Academia como patronos das cadeiras que hoje honram seus nomes e legados.
A ideia de fundar uma academia de letras em Araguaína partiu do professor e escritor José Francisco da Silva Concesso, após ler um artigo de um jornalista palmense que afirmava, com ironia: “Em Araguaína, todo mundo só pensa em engordar bois.”
Na época, Concesso já era membro da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e da Academia Cordisburguense de Letras Guimarães Rosa (ACLGR), em Minas Gerais. A provocação do artigo despertou nele um sentimento de urgência e responsabilidade: era necessário mostrar que a cidade também pensava, sentia e escrevia — que Araguaína possuía inteligência criativa, sensibilidade literária e vozes que mereciam ser ouvidas.
Consciente de que um escritor isolado, especialmente no interior, tende a ser ignorado — e muitas vezes desestimulado a continuar produzindo —, Concesso entendeu que era preciso criar um espaço coletivo que oferecesse reconhecimento, motivação e visibilidade aos autores locais.
Sabedor de que nem todos em Araguaína estavam voltados ao agronegócio, ele encarou o desafio de estruturar uma academia de letras que reunisse os talentos da cidade. Com esse propósito, passou a convidar escritores com obras já publicadas, bem como autores promissores com clara vocação literária, para formar um núcleo intelectual comprometido com a cultura, a memória e a palavra.
Foi assim que, em 2002, surgiu a Acalanto, com a criação de 40 cadeiras e o compromisso de valorizar a produção literária regional. Desde então, a Academia tem se consolidado como referência cultural no norte do Tocantins, promovendo encontros, lançamentos, concursos, projetos educacionais e publicações que ecoam a diversidade de vozes e estilos da literatura araguainense.
Após diversas reuniões realizadas na sede da antiga FACILA (Faculdade de Ciências do Largo Araguaia), marcadas por intensos debates e trocas de ideias, o grupo inicial esboçou um primeiro rascunho do estatuto e selecionou 26 intelectuais dispostos a compor a nova academia.
Entretanto, desde o início, os fundadores demonstraram uma preocupação central: a qualidade literária dos membros. Como, naquele momento, o número de escritores com obras publicadas em Araguaína ainda era reduzido, decidiu-se ampliar o alcance territorial da entidade. Assim, a academia foi concebida com um perfil regional, abrangendo não apenas Araguaína, mas todo o norte do Estado do Tocantins.
Dessa forma, estabeleceu-se o nome oficial da instituição como Acalanto – Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense, refletindo sua vocação para representar e integrar escritores de uma ampla área geográfica. No entanto, para fins de divulgação pública, projetos culturais e comunicação institucional, convencionou-se o uso da forma reduzida: Acalanto – Academia de Letras de Araguaína, preservando a designação completa apenas para documentos oficiais e finalidades jurídicas.
Essa definição permitiu à academia consolidar-se como uma ponte entre cidades, vozes e histórias, promovendo uma literatura verdadeiramente regional, sem perder a identidade e o vínculo afetivo com Araguaína, sua cidade-mãe.
Durante as discussões iniciais, surgiu a necessidade de criar uma sigla que representasse a academia de forma simbólica e coerente com sua identidade — prática comum entre instituições congêneres. No entanto, após várias tentativas, não se chegou a um consenso satisfatório. Foi então que um dos membros, José Carlos, sugeriu a sigla Acalanto, prontamente acolhida e aprovada por unanimidade.
Curiosamente, a escolha revelou-se mais do que funcional. Além de atuar como sigla representativa, acalanto é também uma palavra da língua portuguesa com forte carga poética — evocando suavidade, acolhimento e lirismo. Seu significado traduz, de forma simbólica, o espírito da instituição: um espaço de afeto pela palavra, de abrigo à criação literária e de cuidado com a cultura regional.
A sigla Acalanto resume a totalidade de seu nome oficial: Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense:
ACA – de Academia
L – de Letras
A – de Araguaína
N – de Norte
TO – de Tocantins
Assim, no dia 21 de abril de 2002, foi oficialmente fundada a Acalanto, composta por 40 cadeiras acadêmicas, cada uma destinada a um membro efetivo e a um patrono irrevogável. Naquele momento inaugural, foram definidos os patronos apenas para as 26 cadeiras ocupadas pelos membros fundadores. As 14 cadeiras restantes teriam seus patronos designados posteriormente, à medida que fossem preenchidas por novos integrantes.
Um aspecto que distingue a Acalanto de muitas academias tradicionais é o rigor institucional estabelecido em seu Estatuto: os membros não possuem vagas vitalícias incondicionais. A permanência na cadeira está condicionada ao cumprimento das responsabilidades estatutárias e ao envolvimento ativo com os objetivos da Academia. Dessa forma, ao longo dos anos, alguns de membros deixaram a instituição — seja por falecimento, mudança de domicílio ou desligamento formal, em conformidade com as normas internas.
Essa postura reafirma o compromisso da Acalanto com a seriedade literária e o zelo institucional, garantindo que sua composição permaneça viva, atuante e representativa dos valores que nortearam sua fundação.
Pela carência de escritores à época de sua criação — mesmo com abrangência regional —, a Acalanto foi fundada com apenas 26 membros efetivos, dos 40 previstos em seu estatuto original. São eles:
Cadeira nº 1 – José Francisco da Silva Concesso
Cadeira nº 2 – Jauro José Studart Gurgel
Cadeira nº 3 – Ângelo Bruno
Cadeira nº 4 – Murilo Bahia Brandão Vilela
Cadeira nº 5 – José Arruda de Aguiar (de Aguillar Portela)
Cadeira nº 6 – Claudivan Santiago de Araújo
Cadeira nº 7 – Francisco Edviges Albuquerque
Cadeira nº 8 – Orestes Branquinho Filho
Cadeira nº 9 – Pe. Remígio Corazza
Cadeira nº 10 – Maria dos Anjos Carreiro de Souza
Cadeira nº 11 – Edson Gallo
Cadeira nº 12 – Salvador Reis
Cadeira nº 13 – Maria Erlene Alves Arruda
Cadeira nº 14 – Charley Ribeiro Santos
Cadeira nº 15 – José Armando da Silva
Cadeira nº 16 – Josivaldo de Oliveira Souza
Cadeira nº 17 – Josué Luz
Cadeira nº 18 – Aroldo Magno de Oliveira
Cadeira nº 19 – Josa de Freitas Lopes
Cadeira nº 20 – Eduardo João Bezerra
Cadeira nº 21 – Luiz Aparecido
Cadeira nº 22 – José Carlos de Freitas
Cadeira nº 23 – Luciana Zenóbio Quadra Vieira Santos
Cadeira nº 24 – Sidnei Santana Pereira
Cadeira nº 25 – Arezio Sotto
Cadeira nº 26 – Marcos Roberto de Souza Albuquerque
A Acalanto — Academia de Letras de Araguaína — foi fundada em 2002 com 40 cadeiras. No entanto, apenas em 2017, com a nomeação do acadêmico Eudis Queiroz como Secretário Executivo é que o mesmo identificou que algumas cadeiras ainda não possuíam patronos definidos.
Na gestão seguinte, presidida por Alexandre Brito, Eudis Queiroz foi reeleito para o cargo e retomou a questão, destacando novamente a necessidade de completar a lista de patronos.
Diante desse cenário, o acadêmico Edson Gallo, titular da cadeira nº 11, propôs que alguns dos membros fundadores já falecidos fossem homenageados como patronos das cadeiras, ainda disponíveis. A proposta foi acolhida por unanimidade pelos demais membros.
Como resultado, em um gesto inédito e de grande significado histórico, sete fundadores da Acalanto tornaram-se patronos da própria instituição. São eles:
Esse reconhecimento eterniza a memória e a contribuição dos fundadores na história da Academia, reafirmando o compromisso da Acalanto com a valorização de sua trajetória e de seus pilares.






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